domingo, 5 de outubro de 2008

Registros

Nos armários da vida,

Procurei sessões especiais.

Vi que obras grandiosas escondem rascunhos,

Rabiscos intensos,

Loucuras de um menino...

De capas translúcidas,

Livros que não existem,

Aconselhemos-nos: “-Bibliotecai os ares desta vida!”

Possibilidades!

E mesmo estando de olhos abertos, não enxerguei o que queria;

Procurei sinais de sabedoria em cada página,

E em todas elas só branco, difundindo-se à vontade.

Então brotaram desejos de invadir tal limpidez,

Pontilhei versos em grafite,

Rotulei crônicas de mim,

Lapi(s)dei a minh’alma, meu dom de viver e ver...

E escrever com voracidade essa história de amor entre as letras e eu.

Pronto!

Saciado de registros; lembranças de infância, saúde, saudades...

Sonhei destinos, dons...

Distingui explosões de sentimentos;

Dinamites, diamantes...

Gritei sinônimos de vontade, audácia.

E poemas cantei, e contei, e “Quintaneei” a vida e suas lutas.

Formulando momentos,

Esconderijos do tempo...

Mudei meu destino,

Abri portas e caminhei sozinho,

Só eu e os meus retratos,

Registros...

Canções de muito longe...




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